Quase nunca, e não onde a maior parte das pessoas procura: raramente para o entulho que a maior parte das pessoas tem. A palavra «grátis» esconde três limites: o concelho, o tipo de obra e a quantidade.
O que a câmara de Gondomar recolhe
Em Gondomar, a câmara recolhe até 1 m³ de entulho de obras de pequeno porte em habitações, por marcação à Divisão dos Serviços Urbanos e do Ambiente, em data e hora a acordar; confirme as condições na Câmara de Gondomar.
Onde não é
No Porto, a recolha de RCD ao domicílio da Porto Ambiente é paga: taxa de serviço mais tarifa por peso acima de 500 kg. E o ecocentro não é alternativa para o particular: a autorização de deposição de RCD «é pedida apenas por empresas».
Em Gaia, o ecocentro da SULDOURO aceita até 1 m³ por dia de pequenas obras da própria habitação, mas exige guia de transporte emitida antes da entrega.
Na Maia, a entrega é feita pelo próprio produtor e exige três documentos. Confirme junto da Maiambiente as condições de entrega. Em Valongo, os ecocentros servem munícipes e empresas sediadas no concelho, e cada contentor recebe um só tipo de resíduo. Em Matosinhos, a recolha ao domicílio existe para obras sem licenciamento, por marcação no 800 301 234.
O limite que ninguém explica: obra sem licença
Repare no que todos estes serviços têm em comum. Nenhum cobre obra licenciada ou sujeita a comunicação prévia, no Porto a câmara diz expressamente que essas obrigam a operador de gestão de resíduos. Os serviços municipais têm condições estritas (tipo de obra, habitação, volume) e não cobrem remodelações. Uma casa de banho picada produz três a quatro metros cúbicos e sai do âmbito de todos eles.
Grátis nunca inclui o transporte que não faz. Se o serviço municipal não vem, alguém tem de levar o entulho, e o custo real passa a ser o aluguer da carrinha, o combustível, as viagens e o tempo. É aí que a conta muda de sinal.
Quando compensa pagar
Quando o volume passa de um metro cúbico, quando a obra tem licença, quando não há quem carregue, ou quando o entulho é misto e teria de ser separado à mão para entrar num ecocentro. Nesses casos o serviço pago resolve numa viagem o que o circuito municipal não cobre, com guia de transporte e aterro ou central de reciclagem. Veja também onde deitar entulho no Porto.
Perguntas Frequentes
Alguma câmara do Grande Porto leva entulho a casa?
Em Gondomar a câmara recolhe até 1 m³ de entulho de obras de pequeno porte em habitações, por marcação à Divisão dos Serviços Urbanos e do Ambiente; confirme as condições na Câmara de Gondomar. Nos restantes concelhos o serviço existe mas é pago, condicionado ou exige que seja o próprio a transportar.
A recolha da câmara do Porto é gratuita?
Não. A recolha de resíduos de construção e demolição ao domicílio no Porto é um serviço pago, com taxa de serviço e tarifa por peso acima de 500 kg, e não aceita resíduos de obras licenciadas ou sujeitas a comunicação prévia.
Posso entregar no ecocentro sem pagar?
Depende do concelho. Em Gaia é possível até 1 m³ por dia para obras da própria habitação, com guia de transporte. Na Maia a entrega exige três documentos. Confirme junto da Maiambiente as condições de entrega. No Porto, o particular não tem acesso: a autorização de deposição de RCD é pedida apenas por empresas.
E se a minha obra tiver licença camarária?
Aí nenhum dos serviços municipais se aplica. No Porto a câmara remete expressamente essas obras para um operador de gestão de resíduos, e o destino do entulho passa a ser responsabilidade do produtor.