A limpeza é a parte da obra que ninguém orçamenta e que toda a gente subestima. Feita na ordem errada, faz-se duas vezes.
A ordem que funciona
- Retirar o volumoso primeiro — alvenaria, azulejo, madeiras, caixilharia. É o que ocupa espaço e impede tudo o resto.
- Separar o que tem circuito próprio — gesso, metais, e sobretudo qualquer suspeita de amianto.
- Só depois a limpeza fina — pó, restos, aspiração. Fazê-la antes da recolha é garantir que se repete.
O que costuma ficar esquecido
Sacos de cimento vazios, restos de embalagem, plásticos de proteção, baldes de tinta, pontas de tubo e a caixa de cartão dos móveis novos. Individualmente não são nada; juntos são meio metro cúbico e mudam a categoria do entulho de limpo para misto.
Não deixar sacos de entulho no patamar, na garagem comum ou junto ao contentor do prédio à espera de solução. Além de ser sancionado, é a forma mais rápida de transformar um problema seu num conflito de condomínio.
Quando contratar
Quando o volume ultrapassa o que cabe numa viagem de carrinha, quando há andares sem elevador, ou quando a obra terminou e o prazo é curto — mudança marcada, entrada de inquilino, entrega de chaves. Para o pó e o acabamento, veja limpeza pós-obra.
Perguntas Frequentes
Limpeza de obra é o mesmo que recolha de entulho?
Não. A recolha retira o entulho e os materiais; a limpeza pós-obra trata do pó, das marcas e do acabamento. Faz sentido pela ordem: primeiro sai o entulho, depois limpa-se.
Levam também sacos e embalagens?
Sim, entram na recolha como entulho misto. Convém dizê-lo ao pedir orçamento, porque a proporção de material não mineral influencia a deposição.
Posso ir deixando o entulho no patamar do prédio?
Não é boa ideia. Além de ocupar zona comum e gerar conflito, o abandono de resíduos em espaço comum ou público é sancionado pelos regulamentos municipais.
Quanto tempo demora?
A recolha em si costuma resolver-se numa deslocação. O que faz variar é o acesso — andar, elevador e estacionamento — mais do que o volume em si.