Uma remodelação num andar antigo, uma garagem que se esvazia, uma oficina que fecha. Sai sempre metal: canalização, radiadores, caixilhos, cabos, portões. E o metal não se comporta como o resto do monte, porque não é um custo a remover, é a parte que tem valor de mercado e que se recicla quase por inteiro. Este guia explica o que se recolhe como sucata no distrito do Porto, como se prepara a recolha e o que confirmar antes de entregar o material.
O que é sucata, e o que só parece
Sucata é metal em fim de uso. Os ferrosos, ferro e aço, dão o volume: portões, vigas, chapa, tubagem, estruturas. Os não ferrosos, cobre, alumínio, latão, inox, chumbo e zinco, dão o valor, e é neles que estão os cabos, a canalização, a caixilharia, os radiadores e os motores. Depois há o que parece sucata e não é: os eletrodomésticos e os equipamentos elétricos são REEE, com circuito de recolha próprio, e os veículos em fim de vida também. São metal, mas não seguem este caminho. Se tem algum, pergunte antes e dizemos-lhe como se encaminha. Num veículo, o cancelamento da matrícula depende do certificado de destruição emitido por um centro de abate licenciado.
Tirar metal de um prédio no Porto
No centro do Porto e de Gaia, boa parte do material sai de andares em prédios antigos, muitos sem elevador, com escadas estreitas e em ruas onde o passo mais difícil é conseguir encostar. É por isso que aquilo que diz ao marcar vale aqui mais do que noutro sítio qualquer: o andar, se há elevador, como é a escada, se dá para parar à porta e a que horas. Uma recolha preparada com estes dados resolve-se, na maioria dos casos, numa só deslocação. Sem eles, gasta-se a viagem a descobrir o problema.
Quando o volume é outro: Maia, Matosinhos, Valongo e Gondomar
Nas zonas industriais e de armazéns da Maia, de Matosinhos, de Valongo e de Gondomar, a sucata muda de escala. Em armazéns, oficinas e unidades industriais o metal aparece por carga e com regularidade: aparas de produção, estruturas, paletes metálicas, equipamento abatido. Nestes casos o que se combina não é uma recolha avulsa, é um ritmo de recolhas, para o material não ficar a ocupar espaço útil enquanto espera.
Como se marca a recolha
- Diga o que tem: tipo de material, quantidade aproximada e onde está.
- Diga como se chega lá: andar, elevador, escada, acesso da rua. É esta informação que decide os meios que vão ao local.
- A sucata é avaliada no local, conforme o material e a quantidade. Não há tabela fixa, e combina-se antes de se avançar.
- O material segue para reciclagem com o documento de transporte que a lei exige.
Operador licenciado, e porquê
Aos olhos da lei, sucata é resíduo, e o transporte e o destino de um resíduo são regulados. Entregar o material a um operador de gestão de resíduos licenciado é o que assegura duas coisas: que ele acaba reciclado e não despejado em qualquer lado, e que sai acompanhado da e-GAR, a guia eletrónica de acompanhamento de resíduos. A obrigação de a emitir é de quem produz o resíduo, que pode autorizar o operador a emiti-la em seu nome no SILiAmb. É assim que se faz neste serviço, com a sua autorização dada antes da recolha. Para uma empresa a questão é mais séria do que parece: a responsabilidade pela gestão do resíduo só se extingue quando ele é entregue a um operador licenciado, com a documentação em ordem. Entregue a quem não o é, fica do seu lado.
Tem sucata para recolher no distrito do Porto? Descreva o que tem e as condições de acesso através do formulário do site, e combinamos a recolha no local.
Perguntas Frequentes
Recolhem no centro do Porto, em prédios sem elevador?
Sim. Indique o andar, se há elevador e como está o acesso da rua quando fizer o pedido, para a recolha ir preparada e, na maioria dos casos, resolver-se numa só deslocação.
Um frigorífico ou uma máquina de lavar contam como sucata?
Não como sucata comum. São REEE, equipamentos elétricos com circuito de recolha próprio, tal como os veículos em fim de vida. Diga o que tem e indicamos-lhe o caminho certo.
Como é que se sabe quanto vale?
Pelo material e pela quantidade, avaliados no local. Não há tabela fixa, e o valor combina-se antes de se avançar.
Sou empresa. O que tenho de assegurar?
Que quem recolhe é operador de gestão de resíduos licenciado e que o transporte vai acompanhado de e-GAR. A obrigação de a emitir é sua, como produtor, e pode autorizar o operador a emiti-la em seu nome no SILiAmb, autorização que tem de existir antes do transporte. A sua responsabilidade pela gestão do resíduo só se extingue com a entrega a um operador licenciado, e é por isso que essa confirmação lhe interessa.